Campanha de vacinação contra a poliomielite segue até dia 30

Apesar de estar erradicada do Paraná desde 1986, o vírus que causa a poliomielite ainda está em circulação em alguns países pelo mundo. Por isso, manter a vacinação em dia é essencial para proteger a população de novos casos e surtos, a exemplo do que aconteceu com sarampo recentemente – a doença também era considerada erradicada.

Sarampo: Paraná não registra novos casos há 83 dias

Por este motivo, a Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu o dia 24 de outubro como o Dia Mundial de Combate à Poliomielite. O objetivo é alertar gestores de saúde e a população sobre a importância de se manter o controle da doença que é grave, contagiosa e pode causar paralisia principalmente em crianças.

Campanha de imunização

Como forma de prevenção, a vacinação no Paraná teve início no dia 28 de setembro, uma semana antes da ação nacional, e segue até o dia 30 de outubro. “A vacina é a melhor forma de prevenção da pólio”, afirma o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto.

A poliomielite

O Brasil recebeu a certificação da erradicação da pólio em 1994, sendo que o último caso nacional da doença foi em 1989. O Paraná não registra casos de poliomielite desde 1986.“Porém, ainda existe a presença do vírus (poliovírus selvagem) que transmite a doença em países como Paquistão e Afeganistão; por isso a vigilância constante da comunidade da saúde. Recentemente tivemos o exemplo do sarampo, que estava erradicado e que voltou a registrar casos e surtos”, informa a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

“A nossa recomendação é para que os pais levem as crianças aos postos mais próximos; a vacina é segura e está disponível na rede pública, com a utilização de todas as medidas preventivas contra a Covid-19”, orienta a diretora. “Além do período da campanha, a vacina contra a poliomielite faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e está na rotina dos postos e unidades de saúde”.

De acordo com o calendário, a vacina contra a poliomielite é indicada para crianças de 2 meses (1ª dose), 4 meses (2ª dose) e 6 meses (3ª dose). Estão previstas ainda doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Notificação

Outra medida importante de controle da pólio realizada pela Vigilância Epidemiológica é a notificação de casos de crianças que chegam aos serviços de saúde com sinais de paralisia.

Os primeiros sinais podem ser febre, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, rigidez na nuca e sinais de meningite. Sintomas mais agudas podem apresentar instalação súbita de deficiência motora, assimetria da musculatura de membros e flacidez muscular, entre outros.

Com informações da SESA

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