Entre cirurgias e reparações

Entre cirurgias e reparações

Médico cirurgião de Cascavel encontrou na mecânica automotiva uma atividade obrigatória para seu bem-estar

O médico cirurgião Ulisses Roman, cooperado de Cascavel, tem uma rotina profissional agitada, mas nem por isso deixa seu hobby de lado. Muito pelo contrário, a atividade já tem espaço bem definido em sua vida. Com uma atuação dividida entre consultas, cirurgias em hospitais pri-vados e no Hospital Universitário (HU), além de cirurgias eletivas e plantão semanal para urgências, Roman ainda é professor do curso de medicina da Unioeste, onde já exerceu  o cargo de coordenador por duas vezes. Nas sextas a tarde e nos finais de semana, a medicina e a docência dão espaço à mecânica automotiva. “Meu hobby é mexer em carros alemães. Começou com meus carros, mas os colegas acharam que eu tinha jeito para a coisa e pediram para que eu fizesse a manutenção dos carros deles”, conta. Motivado pela própria aptidão e pelos colegas, começou a fazer cursos de capacitação até que um dia estava fazendo curso para manutenção e reparo de motores”, conta. O próximo passo foi equipar a garagem da sua residência. “Hoje tenho, talvez, uma das oficinas mais equipadas de Cascavel. No fundo de casa! Somente eu sou o mecânico e, eventualmente, meus filhos me ajudam. O mais velho passou esse ano em engenharia mecânica”, conta.
O médico sempre gostou de carros e passou a mexer com mecânica há uns 15 anos. “É uma atividade prazerosa, e que diminui o estresse da vida médica. Hoje é uma atividade obrigatória para mim”. O cirurgião conta que sua esposa também é médica e tem um talento particular para cozinhar. “Ela tem como hobby a culinária gourmet. Gosta do seus utensílios e de fazer pratos bonitos”, relata o médico.  Na opinião de Roman, todos, principalmente os médicos, deveriam ter um “plano B”. “Artesanato, música, marcenaria, alguma coisa que não envolva dinheiro nem tempo. Faz bem para a vida”, diz ele. Segundo o cirurgião, não é necessário muito para sair da rotina. “Todos têm um talento. Basta co-meçar”, incentivou.
De acordo com cirurgião, quando questionado sobre os maiores desafios em manter este hobby ele diz: “Não existe dificuldade se há prazer. Não sou uma empresa. Os colegas que deixam seus carros comigo sabem que tenho um tempo mais limitado e entendem isso”. Ele ressalta, no entanto, que é necessário ter um certo conhecimento e investir em equi-pamentos tecnológicos para lidar com veículos Premium.
E por falar em dificuldade, Roman conta que aos 40 anos passou por um dos maiores desafios de sua vida, que com certeza contribuiu para ser quem é hoje. “O maior desafio que passei foi uma cirurgia cardíaca aos 40 anos. Se não fosse pela minha esposa e família provavelmente teria morrido. Com certeza acendeu a necessidade de um hobby, viagens, etc. A medicina não é tudo”, refletiu. 

Nome: Ulisses Roman

Formação: 1992, Faculdade Evangélica Medicina Paraná

Especialização: Cirurgia geral

Um desafio: Uma cirurgia cardíaca aos 40 anos. Se não fosse pela minha esposa e família provavelmente teria morrido Por que todos deveriam ter um hobby? Acho que todos, principalmente os médicos, deveriam ter um plano B. Artesanato, música, marcenaria, alguma coisa que não envolva dinheiro nem tempo. Faz bem para a vida.

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