40 anos de história

40 anos de história

O médico Luiz Carlos Misurelli Palmquist é formado em medicina, pela Universidade Federal do Paraná, e tem título de especialista em Pneumologia e Tisiologia. Criou, em Paranaguá, junto a um grupo de médicos responsáveis pela fundação de um hospital, uma medicina de grupo – a primeira a ser encerrada por seus sócios para a criação da Unimed. Presidiu a Unimed Paranaguá por oito anos. Foi conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Paraná por dez anos e presidente da Associação Médica do Litoral do Paraná por três gestões. Foi vice-presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (OCEPAR), representando o ramo saúde, por quatro gestões, em períodos alternados. Foi vice-presidente da Unimed do Paraná por duas gestões e presidente também por dois mandatos. É um dos fundadores da Unimed Mercosul, na qual foi vice-presidente por duas vezes e a presidiu por uma gestão. Foi presidente do Conselho de Curadores da Fundação Unimed, gestão 2003 a 2013. Exerceu a função de Diretor de Administração e Estratégia da Unimed do Brasil de 2005 a 2009 e de vice-presidente de 2009 a 2013. Atualmente, atua como Executivo Administrativo Financeiro na Fundação Unimed. Nessa entrevista, concedida à Ampla, fala sobre os 40 anos da Unimed Paraná e os desafios da profissão médica.

O senhor, sempre foi referenciado por seu espírito conciliador e até visionário. A que credita sucesso do Sistema Unimed Paraná, comemorados pelos 40 anos da Federação?
É o resultado da união de muito trabalho e situações felizes, convergentes. No caso da minha gestão, especificamente, é importante frisar que todo o trabalho que realizei não fiz sozinho, nas três gestões em que estive à frente, devo aos meus diretores e conselheiros que me acompanharam ao longo do tempo. Os quais faço questão de nominar: Dr. Nelson Couto de Rezende, Dr. Manoel Almeida Neto, Dr. José Rodrigues Neto, Dr. Orestes Pullin, Dr. Marcelo Palma de Oliveira, Dr. Alberto Olavo de Carvalho, Dr. Osmundo Pereira Saraiva, dr. Paulo Roberto Faria, Dr. Adilson Cleto Bier, Dr. Faustino Garcia Alferez, Dr. Rached Traya e Dr. Mario Iria. Sem essa equipe e a força dos colaboradores, não teria feito nada. Acreditamos que a reorganização institucional, que dividiu o estado em quatro regiões administrativas e compôs o Conselho Administrativo de maneira que abranja todas essas regiões, colaborou para que o Sistema buscasse a união e a cooperação que permeiam as Unimeds do Estado do Paraná até hoje.

Quais foram os principais desafios?
Os ajustes promovidos na estrutura da Federação permitiram uma aproximação maior das Singulares, tornando mais ágeis, transparentes e democráticas as decisões e também os processos. Isso incluiu as adaptações necessárias a partir da nova regulamentação do setor, com a Lei 9.556, em 1998, e em 2000, da ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar. Foi nesse sentido que em determinado momento foi necessário ir na contramão do que parecia ser o óbvio e promover incorporações pela Unimed mais próxima, daquelas unidades que apresentassem dificuldades sérias, algumas delas beirando a insolvência. Nas minhas andanças pelo estado, lembro que muitas vezes o José Roberto Ricken, atual presidente da Ocepar, na época superintendente, ia junto. Por amor ao cooperativismo e por acreditar na Unimed, no cooperativismo de saúde. A decisão de promover incorporações foi importante, porque na época havia cidades em que não existiam condições mínimas para a criação de Unimeds autossustentáveis. Não havia quantidade suficiente de médicos, nem de benefi ciários, que pudesse justificar a existência de uma cooperativa local, mas elas tinham sido criadas. E pelas dificuldades que vinham passando, foi necessário prover uma solução. A incorporação de quatro Unimeds e uma seccional transformou-se em um sucesso. Quero aqui fazer um parêntese, para homenagear a pessoa que tornou todo o processo possível, sem o mínimo de reparo. Foi a advogada Maria Henriqueta de Magalhães, especialista em legislação cooperativista. Pessoa de pequena estatura, frágil fisicamente, mas com um conhecimento inegável em sua área. Talvez uma das maiores conhecedoras da legislação cooperativista do Brasil. Ela sabia muito sobre cooperativismo e tudo sobre Unimed. O sucesso da incorporação no Paraná, deveu-se muito à nossa querida doutora Henriqueta.

Do que mais tem orgulho?
Não é fácil gerir uma empresa, não é fácil gerir uma cooperativa, afinal é uma empresa de vários donos. Porém, é mais difícil ainda gerir uma cooperativa de médicos, uma cooperativa de saúde. Não só por toda a regulamentação que existe e com isso os inúmeros desafios, mas justamente por tratar-se de saúde, de lidar com pessoas e pessoas que, na maioria das vezes, encontram-se em seus momentos mais frágeis da vida. Tenho orgulho do que o Sistema Unimed se tornou e sua luta para ser cada vez melhor.

Qual recado quer deixar às novas gerações?
Como uma empresa que cuida de pessoas pode cumprir seu papel se não for extremamente bem cuidada? Isso implica bom gerenciamento, boas decisões, nem sempre fáceis, nem sempre agradáveis a todos. A importância de gerir profissionalmente a Unimed Paraná cresceu à luz das novas realidades. Sejam econômicas, políticas ou sociais, que sempre se fazem presentes.

E qual o seu desejo para o Sistema Unimed Paraná?
O profissionalismo da Unimed Paraná, o controle administrativo desenhado junto à Ocepar, serviu, posteriormente, de modelo para a própria Unimed do Brasil. O Paraná foi pioneiro no acompanhamento das Singulares. Algo que foi aprimorado e afinado no decorrer dos anos. Meu desejo é que ela continue firme rumo à busca constante de excelência no interesse de nossos cooperados e clientes e do próprio cooperativismo.

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